PESQUISA DE FOTÓGRAFOS
NAIR BENEDICTO
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Pioneira no fotojornalismo brasileiro, Nair escolheu dar voz
às minorias, propondo temas como o preconceito e a violência contra a mulher, o
homossexual, o menor de rua e o índio. E nesses 42 anos de profissão, sua obra
de viés político integra os acervos dos museus de arte moderna do Rio de
Janeiro (MAM) e de Nova York (MoMa), entre outros. Nair foi delegada da Unicef
(Fundo das Nações Unidas para a Infância) em 1988 e 1989, depois de ter se
engajado na militância durante a ditadura, ser presa e torturada. “Acredito no
poder transformador da fotografia, Por meio dela, procuro chamar a atenção para
questões que considero relevantes para a sociedade”, afirma Benedicto.
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A foto foi escolhida devido sua beleza estética. O contraste do preto e do branco, na pele negra chamou muita atenção. É como se ela tivesse vida, mesmo sem a necessidade de cor. |
LETIZIA BATTAGLIA
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| Desfoque |
A imagem de Letizia escolhida faz parte de um contexto de
guerra na Itália. O desfoque no fundo, além de dar um e feito de profundidade,
gera um destaque impressionante na mulher à frente, representando de forma
clara, a tristeza feminina diante da situação representada ao fundo.
A foto de letizia trabalha dois conceitos estéticos ao mesmo
tempo, sendo, o contraste do b&w e o desfoque da figura ao fundo. Essas
ferramentas são capazes de mudar e direcionar o nosso olhar na direção desejada
pela fotógrafa. Por ser tratar de uma mensagem de grande importância, foi
fundamental a delicadeza e o cuidado por parte da fotografia para registrar
esse momento.
LASZLÓ MOHOLY-NAG
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| Double Portrait |
László Moholy-Nagy (Bácsborsód,
Hungria, 20 de julho de 1895 — Chicago, 24 de novembro de 1946) foi um pintor e artista húngaro bem como professor na escola
Bauhaus. Ele foi altamente influenciado pelo construtivismo e um forte defensor
da integração da tecnologia e da indústria nas artes. O crítico de arte Peter
Schjeldahl chamou-o de "implacavelmente experimental" por causa de
seu trabalho pioneiro em pintura, desenho, fotografia, colagem, escultura,
filme, teatro e escrita.
A obra foi escolhida pela seu impacto e confusão. O autor usa o preto e o branco para formar uma imagem indeterminada, automaticamente nosso cérebro busca significar aquelas figuras. É possível associar a imagem a dois rostos humanos em oposição.
LMARCEL GAUTHEROT
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| Construção de Brasília |
Gautherot inseria a perspectiva
do homem na construção monumental. Trabalhava com o conceito de linha de
horizonte (fundamental para o projeto de Lúcio Costa) e criava imagens que não
poderiam ser vistas cotidianamente. Orquestrava sombras, luz, perspectivas e
ações humanas compondo quadros com status de obras de arte.
Diante dos monumentos imponentes,
ele alinhou a câmera e buscou detalhes em outras composições de imagens em
preto e branco. Fragmentos que ganharam sentido vistas junta à paisagem. Nessa
linhagem, havia a busca por uma estética rompedora de limites.
A imagem de Marcel Gautherot
representa algo que estamos estudando em aula: as composições de imagens em
preto e branco e a combinação entre luz, sombra e perspectivas, destacando o
objeto mais mundano da frente, e deixando os prédios ao fundo, dando uma
impressão de movimento.






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