SINTEGRAÇÃO SOBRE CONCEITOS DE HERTZBERGER

 Na aula de AIA do dia 13/10/22, foi realizada uma dinâmica de sintegração sobre os conceitos do livro "Lições de Arquitetura", de Hetrzberger, na Escola de Arquitetura da UFMG. 

A seguir, relato minha experiência em cada uma das rodadas:

Rodada 1

GRUPO 01 (A): Público e privado; Demarcações Territoriais; Diferenciação Territorial; Zoneamento Territorial; De usuário a morador - OBSERVADORA

Durante a primeira rodada, foi conversado sobre o espaço em que estávamos inseridos no debate e relacionamos com o tema do grupo. Naquele local (Patamar da escada atrás da biblioteca no 2º andar), havia uma baixa circulação de pessoas, principalmente por ser uma escada que se localiza nos fundos da escola e ser um lugar apenas de transição entre dois andares, em que os estudantes utilizam para chegar às salas de aula. Há uma porta que leva até os fundos da biblioteca, mas ela fica sempre fechada com uma grade por fora. Como não possui um quadro de avisos, nem alguma arte ou exposição para tornar o local chamativo, ele acaba ficando vazio na maior parte do tempo, pois as pessoas não permanecem nele. Por isso, esse espaço seria um lugar interessante para realizar a intervenção, já que que chamaria a atenção para as pessoas frequentarem o lugar. Diante dessa perspectiva, observei que os conceitos de Hertzberger sobre território se aplicam à situação no sentido de que o grau de acesso e relevância é baixo, comparado à outras áreas da escola, como o D.A. (Diretório Acadêmico), mesmo sendo ambos um espaço público e de uso livre à todas as pessoas. Logo, o caráter de cada área depende da função que aquele local tem na construção, sendo ela intencional ou não ordenada.

Rodada 2

GRUPO 08 (B): A estrutura como espinha dorsal generativa: urdidura e trama; Grelha - CRÍTICA

Dando continuidade à discussão, os debatedores refletiram sobre como a urdidura e a trama se aplicam no local (Marquise do pátio interno - onde ficam as bicicletas). Também analisaram o espaço com uma visão crítica, em vista da mobilidade e dos tipos de ocupação do espaço, além de entender como uma intervenção se daria naquele corredor.

Rodada 3

GRUPO 09 (C): Visão 2. (Corredor saindo do hall de elevadores para PRJ, 3º andar) - DEBATEDORA

Na terceira rodada, nós discutimos a ideia de "trazer o mundo exterior para dentro", abordada no capítulo "Visão 2". Nesse sentido, o uso do vidro, de escadas que se conectam ao lado de fora e outros recursos citados no livro tornaram possíveis essa integração do ambiente externo com o interno, mantendo um espaço social mais harmonioso com a região em que a construção está inserida, de forma que as pessoas que estiverem do lado de fora consigam ver o lado de dentro da construção (e vice-versa), dando mais ênfase ao âmbito social da arquitetura. Além do mais, tal conceito de Hertzberger pode ser relacionado com um dos pontos de Le Corbusier, que trata sobre a fachada livre e aberta com boa conexão entre o interior e o exterior (através de janelas em fita e pilotis, por exemplo) dando uma sensação de mais receptividade à edificação.

Rodada 4

GRUPO 16 (A): O espaço público como ambiente construído. (Hall dos elevadores 2º andar - em frente à biblioteca) - DEBATEDORA

Por último, nós debatemos como o espaço público é uma construção social muitas vezes não intencional, que se desenvolve a partir do fluxo de pessoas, das demandas do local e de outras influências. Tal processo se intensificou após a Revolução Industrial com a aceleração da produção de bens de consumo. Como exemplo, citamos as estações ferroviárias, que passaram a ter uma grande rede de comércio por causa da agitação e atividade que a chegada e saída dos trens causam no lugar.

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